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HISTORIAL

O andebol angolano pode gabar-se de ser das modalidades desportivas que tem uma federação muito antes de o país ascendido à Independência Nacional, a 11 de Novembro de 1975.

Ainda no calor da luta de libertação, quando o regime colonial mostrava os primeiros sinais do seu epílogo e no auge do frenesim independentista, fruto do desenvolvimento que a especialidade atingiu e dado o número considerável de angolanos e angolanas que a praticavam, um grupo de nacionalistas decide fundar a 20 de Maio de 1974 a Federação Angolana de Andebol (FAA).

Os acontecimentos que marcaram a fundação da federação até à proclamação da Independência Nacional levaram a que, a FAA ganhasse corpo, de facto, apenas em 1976.

Nesta altura as bases da modalidade tinham sido desestruturadas, muitos dos seus praticantes e agentes tinham abandonado o país, havia então que recomeçar.

Desde a sua fundação, a Federação Angolana de Andebol conheceu a liderança de nove pessoas, algumas filhas criadas pela própria modalidade e outras trazidas a ela para emprestarem o seu saber no desenvolvimento daquela que viria a ser das modalidades mais tituladas do desporto angolano.

Francisco António de Almeida foi o primeiro angolano a assumir a presidência da FAA, o seu mandato foi caracterizado pela reorganização da modalidade.

Helder Moura substitui Francisco de Almeida Numa altura em que a modalidade se preparava para os novos desafios consubstanciados na sua internacionalização, através da participação em provas internacionais, por um lado e, por outro, a recepção em solo pátrio de equipas de outras paragens.

Marcelino Lima foi o terceiro presidente da história da Federação Angolana de Andebol. A ascenção de Marcelino Lima, à presidência é considerada como a primeira de um verdadeiro homem da modalidade, foi exímio praticante na era colonial, tendo jogado pela selecção portuguesa e foi dos poucos que transitou da era colonial para a Angola independente, sempre ligado à modalidade. Questões de saúde fizeram com que o mandato de Marcelino Lima fosse efémero. Teve de abdicar.

Ligado ao órgão estatal que respondia, na altura pelo desporto, Sardinha de Castro foi indigitado presidente da FAA entrando na história como o quarto presidente da federação de andebol.

Juca Figueiredo antigo jogador e árbitro, mercê da sua experiência chegou à presidência da FAA.

José Cardo de Lima que se notabilizou nas quadras como um dos expoentes máximos enquanto atleta, foi chamado a exercer o cargo depois de ter sido secretário-geral no mandato de Juca Figueiredo. Uma crescente onda de contestação corroeu o seu mandato.

Do basquetebol veio Hilário de Sousa, requisitado para ser o sétimo presidente da federação. O basquetebolista teve de ser eleito, num pleito que inaugurou os mandatos por eleição. Hilário venceu a concorrênccia.

O retorno do andebol aos bairros e a aposta no relançamento da classe masculina são os grandes méritos da sua gestão.

O período da ascensão à presidência da FAA por via eleitoral trouxe outra figura alheia à modalidade. Archer Mangueira, que pode ser definido como amigo do andebol foi eleito, sem concorrência para dois mandatos. A modernização dos métodos de trabalho na federação e a afirmação de Angola como potência do andebol tanto de selecções como de clubes aconteceram durante a vigência dos seus dois mandatos.

A selecção masculina logrou o pódio africano, o Petro de Luanda consolidou o domínio africano na classe feminina, enquanto a Banca e o 1º de Agosto atingem o primeiros títulos continentais de clubes. O legado de Archer Mangueira é ainda visível no respeito e estima que a modalidade granjeou junto de patrocinadores, instituições públicas e de toda a sociedade de forma geral.

Pedro Godinho que protagonizou o mais badalado processo eleitoral na FAA cumpre o primeiro ano do seu mandato, marcando o regresso da modalidade à liderança de homens nela forjados.